A criatividade precisa fazer parte da vida de todos nós. É ela que nos incentiva e nos tira da zona de conforto, nos faz ver a vida de outra forma e nos eleva como seres humanos.

É nossa a nossa capacidade de enfrentar obstáculos e tornar os dias cada vez melhores. Todos somos criativos, não há dúvida: se você se acha menos criativo que os demais, é só porque não teve chance de desenvolver sua criatividade. Para tanto, é preciso ter contato com novas ideias e estar aberto para recebê-las. Ninguém precisa aceitar uma nova verdade para ser criativo, mas é preciso reconhecer que existem outras possibilidades no mundo que vão além do que estamos acostumados a viver. Ser criativo é também deixar fluir, sem se julgar ou refletir demais. Deixar que palavras e ações saiam de forma natural, sem reprimi-las ou analisá-las. Ao ver um problema sem solução, por exemplo, muitas vezes é preciso dar um tempo, fazer outras coisas até ter um novo ponto de vista sobre a situação. Isso é ser criativo: afastar-se a ponto de ver e criar soluções antes impensáveis.

Apesar da criatividade ser algo natural a todos, não há uma receita para se tornar mais criativo. Os caminhos são muitos e dependem intimamente do seu objetivo com a criatividade. Mesmo assim, todos os caminhos levam à arte: desenhar, escrever, tocar um instrumento, dançar, fazer artesanato, etc, são formas de desenvolver seu lado criativo. Ler, ver séries, filmes e jogar também são ótimas formas de se manter criativo, mas elas não te incentivam a colocar a mão na massa, apenas te fazem ter contato com novas ideias. Só quando você se desafia a criar algo é que o seu lado criativo é desenvolvido. Por isso, a arte tem um papel fundamental na vida das pessoas. Com o seu poder de suspender a realidade, é ela que possibilita o desenvolvimento criativo de cada um de nós.

Assim, em uma lógica rápida, se somos todos criativos, somos todos artistas. Somos todos capazes de criar, de nos fazer ouvir, de emanar nossas ideias ao mundo. Temos internet e conhecimento de sobra nas palmas das nossas mãos, literalmente ao alcance dos dedos. O que nos impede? O que nos segura? Investir no seu sonho artístico pode parecer inútil em um mundo que exige que sejamos responsáveis e paguemos nossas contas, mas é exatamente essa inutilidade da arte que a salva. O fato da arte possibilitar o respiro da irresponsabilidade é que faz seus praticantes se tornarem criativos. É o bom e velho pensar fora da caixa. É bom não ter todas as respostas ou explicar todas os motivos dos seus atos. Ao invés de se perguntar “por que farei um curso de arte?”, você deveria se perguntar “por que ainda não estou fazendo se tenho vontade?” Muitas vezes não se trata apenas de uma questão financeira; é algo ligado com o senso de utilidade pregado pela sociedade. Em outras palavras, é mais valoroso dedicar-se a algo que renderá frutos (leia-se dinheiro) do que investir o tempo em algo imaterial e inútil.

É bem provável que você não ganhe um Prêmio Nobel com seu romance nem um Grammy de melhor disco, e está tudo bem. Talvez você aprenda a tocar um instrumento para realizar o desejo de aprender as músicas que fizeram parte da sua adolescência e largue o violão em seguida. Talvez você escreva um diário por vinte anos e depois queime todos os cadernos. Não importa. A arte se manifesta na criatividade. Depois de aprender vinte acordes ou escrever por horas seguidas, tenho certeza de que seu cérebro passará a enxergar a realidade de outra forma. A arte é a semente da criatividade. Depois que ela entra na sua vida, os problemas familiares e profissionais também ganham outras formas e os caminhos das resoluções ganham atalhos jamais imaginados.

Portanto, a arte por si só é inútil no mundo em que vivemos. No entanto, é através dela que nos tornamos capazes de criar possibilidades para uma vida melhor. É nisso que nós acreditamos e para isso que trabalhamos na Têmpora Criativa.